Teori Zavascki nega pedido da PGR e mantém inquérito de Dilma no STF
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para enviar o inquérito que envolve a presidente Dilma Rousseff para o juiz federal Sérgio Moro. O argumento da PGR é que, assim que a ex-presidente sofreu o processo de impeachment, ela deixou de ter o direito ao foro privilegiado. O ministro Teori Zavascki, no entanto, decidiu que a investigação de Dilma deve continuar no Supremo. Teori entendeu que o desmembramento da investigação de Dilma poderia "colidir com o objetivo da persecução penal". “Não se vislumbra, no presente momento, a possibilidade de desmembramento da investigação, pois a análise dos fatos por meio de investigação segmentada, como pretende o órgão ministerial, dificultaria sobremaneira a colheita e análise de provas, bem como afastaria, por ora, a coesão necessária para corroborar a tese da acusação”, escreveu Teori. De acordo com a Veja, além de Dilma, Lula, Marcelo Navarro, Delcídio do Amaral, Aloizio Mercadante, o ex-ministro José Eduardo Cardozo e o ministro do STJ Francisco Falcão também estão sendo investigados e, dessa forma, "o fatiamento dos fatos impossibilitaria o exame coeso das condutas, que foram executadas supostamente por agentes interligados", explicou Teori.
