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Caminhoneiro é condenado a 40 anos de prisão por jogar água fervente em casal gay

Caminhoneiro é condenado a 40 anos de prisão por jogar água fervente em casal gay
Anthony Gooden foi uma das vítimas | Foto: Reprodução/WSBTV
Um caminhoneiro foi condenado por um júri popular de Atlanta, nos Estados Unidos, por jogar água fervente em um casal gay. Martin Blackwell, de 48 anos, foi sentenciado a 40 anos de prisão e foi culpado de oito acusações de agressão qualificada e duas acusações de lesão corporal. De acordo com os autos, ao voltar de viagem, ele foi direto para a casa onde vivia com a namorada, Jaya Tolbert. Ao chegar em casa, se surpreendeu ao ver o filho da namorada dormindo com outro homem, em um colchão colocado na sala do apartamento. Ele foi à cozinha, ferveu uma panela de água e despejou a água fervente sobre o casal adormecido. Depois, aos gritos, colocou os dois para fora de casa. A pena do caminhoneiro poderia ter sido maior se fosse condenado pelo crime de ódio, mas a Geórgia é um dos cinco estados americanos que não têm leis definindo crimes de ódio. Entretanto, o FBI abriu uma investigação para apurar se Blackwell pode ser denunciado por crime de ódio com base em lei federal, de forma que sua pena seja aumentada. O filho de Jaya, Marquez Tolbert, 21, e Anthony Gooden, 24, anunciaram a suas famílias que eram gays e que estavam namorando há seis semanas, poucos dias antes do incidente, em fevereiro. Ambos sofreram queimaduras de segundo e terceiro grau na face, pescoço, costas, braços, pernas, peito e cabeça. Gooden foi submetido a uma cirurgia de implante de pele, financiada por fundos obtidos através de um site. Ele ficou em coma induzido por cinco semanas. Tolbert precisa usar uma vestimenta de compressão 23 horas por dia, durante dois anos. O caminhoneiro disse que jogou a água quente para dar uma lição no casal, e achou que eles ficariam bem. Ele está preso desde o crime, sem direito à fiança. Os promotores argumentaram que o fato de ele ter ido à cozinha para ferver a água comprova a premeditação do crime. Ao ser colocado para fora de casa, o casal teve que bater de porta em porta até ser socorrido.