Advogado perde três dedos após atentado com carta-bomba
Foto: Reprodução / Migalhas
Um advogado de Goiânia (GO) ficou gravemente ferido após ser alvo de um atentado com carta-bomba na tarde da última sexta-feira (15). De acordo com o Corpo de Bombeiros, Walmir Oliveira da Cunha, de 37 anos, recebeu uma correspondência em seu escritório e, ao abri-la, o objeto explodiu. No atentado, a vítima teve três dedos da mão esquerda decepados, e a recepção do escritório ficou completamente destruída. Ele foi socorrido para o Hospital de Urgências de Goiás e não corre risco de morrer. Ainda não há informações sobre a autoria ou motivação do atentado, mas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a seccional do grupo em Goiás emitiram nota de repúdio ao caso. O presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio de Paiva, esteve no local do crime e ordenou a criação de uma comissão especial da entidade para acompanhar as investigações. Em nota, a instituição informou que Paiva entrou em contato com o vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton, que garantiram “pronta, imediata e severa investigação sobre este caso”. “Este é um atentado inadmissível à advocacia. A OAB-GO não aceitará esta violência descabida e reafirma que toda a advocacia irá se mobilizar contra este e qualquer tipo de violência. A Ordem não se intimidará diante de quaisquer ameaças que sofrer”, diz o texto. Já a executiva nacional da Ordem informou que o sentimento é de “estarrecimento [...] diante da onda de violência e brutalidade que se abate sobre a advocacia”. “Se durante a ditadura uma outra bomba, aquele dirigida ao nosso então Presidente do Conselho Federal e que vitimou D. Lyda Monteiro, não nos intimidou, também agora não nos deixaremos submeter, seja à violência física, seja em face da violência constitucional, aquela que parte dos que não compreendem o fundamental papel da advocacia na defesa das liberdades, e tenta promover a criminalização indevida e ilegal de nossa profissão”, defende a OAB.
