Defensoria critica falta de profissionais para atender vítimas de violência sexual na BA
Foto: Shutterstock
Não há número suficiente de profissionais para garantir o atendimento de violência sexual na Bahia. O alerta é da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), que avaliou o funcionamento do Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver) no estado. De acordo com o órgão, apenas nove dos 44 profissionais necessários para a manutenção do Viver atuam hoje no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML), em Salvador. A segunda unidade do serviço, que funcionava na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Paripe suspendeu temporariamente o serviço no início do ano.
Para alertar a população sobre o problema, a DPE-BA organiza um ato público nesta terça-feira (5), em frente ao IML. Com participação do Ministério Público, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal e entidades sociais, será feito um abraço coletivo para reforçar a importância do serviço no atendimento às pessoas vítimas de violência sexual no Estado e defender junto à Secretaria Estadual de Segurança Pública - SSP o fortalecimento e ampliação do Viver.
De acordo com dados do Serviço Viver, entre janeiro e setembro de 2015 foram computados 217 estupros de vulnerável, sendo a faixa etária mais comum nos atendimentos do órgão entre 12 e 15 anos – 107 atendimentos em um total de 431 casos no período. Desde que foi criado, em 2001, o serviço registrou ao todo 11.271 atendimentos até outubro de 2015.
