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Ação contra Assembleia de Deus por facilitar propina para Cunha ficará com juiz Sérgio Moro

Ação contra Assembleia de Deus por facilitar propina para Cunha ficará com juiz Sérgio Moro
Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do ministro Teori Zavascki de remeter a ação contra a Igreja Assembleia de Deus para a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, com o juiz Sérgio Moro. O processo investiga a denúncia de que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria usado a igreja para receber propina. A verba pode ter relação com os crimes investigados na Operação Lava Jato. A igreja apresentou um agravo regimental para que o caso fosse julgado em São Paulo, onde funciona a sede da instituição. Teori acolheu o parecer do Ministério Público Federal (MPF) para remeter a ação para a Justiça de 1º grau por entender que, apesar de haver uma relação com o esquema de corrupção no Petrobras, não guardam relação com agentes públicos com foro por prerrogativa de função perante o STF, e que o deputado já foi denunciado pelos mesmos fatos no Supremo. Na decisão, Teori afirmou que há uma orientação da Corte aponta para a promoção do desmembramento de inquéritos sempre que possível e deixar no STF apenas casos que envolvam pessoas com prerrogativa de foro.