Audiência de custódia por videoconferência libera réu preso com droga em São Desidério
Foto: DP-BA
Pela primeira vez na Bahia, foi realizada uma audiência de custódia por videoconferência. Na sessão, realizada em São Desidério, no oeste do estado, estavam presentes o réu, o promotor de Justiça e o juiz. Já a defesa do réu, foi feita pela Defensoria Pública, em Salvador. A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) afirma que a medida vai ao encontro da necessidade de realização das audiências de custódia mesmo em comarcas onde não há a presença física da instituição. O réu foi preso por porte de maconha no último domingo (1º) e foi indiciado por tráfico de entorpecentes. Antes de a videoconferência começar, o defensor público e subcoordenador da Especializada Criminal e Execução Penal, Maurício Saporito, conversou reservadamente com o assistido, que apresentou-lhe os fatos ocorridos antes, durante e após a prisão. O réu, um homem de 41 anos, admitiu o porte da substância, mas negou que comercializasse o entorpecente. Segundo ele, a maconha havia sido comprada por R$10,00 reais para consumo próprio. Policiais civis o abordaram, e na revista, encontraram a droga. O homem foi encaminhado a delegacia da cidade e ficou preso por 48h até a realização da audiência de custódia. Após a audiência, o réu foi colocado em liberdade, pois o laudo da prisão estava incompleto e não dizia a quantidade da droga apreendia. Segundo o defensor, apesar de a audiência por videoconferência não ser o ato mais técnico da defesa do assistido, é preferível realizá-lo a distância a não fazê-lo. Segundo o defensor público, em casos como este, sem a presença da Defensoria, possivelmente seria nomeado advogado dativo para atuar no caso, representando custo adicional ao Estado.As Audiências de Custódia, que passaram a acontecer na Bahia por determinação do Conselho Nacional de Justiça a partir do segundo semestre de 2015, já analisaram a situação em Salvador de pelo menos 2.007 presos provisórios. A Defensoria foi responsável pela assistência jurídica de quase 67% dos custodiados em sete meses.
