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Remuneração de servidor da PGE é menor do que de estagiário, revela associação

Por Cláudia Cardozo

Remuneração de servidor da PGE é menor do que de estagiário, revela associação
Júlia Querol, presidente da Abaap | Foto: Fernando Duarte/Bahia Notícias
Durante 47 anos dos 50 anos de existência da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), o órgão funcionou sem servidores efetivos. O concurso para servidores efetivos do quadro da Procuradoria, nos cargos de analistas e assistentes, foi realizado apenas em 2013. De acordo com a Associação Baiana dos Analistas e Assistentes de Procuradoria (Abaap), criada há um ano para buscar melhorias para as carreiras, há um déficit muito grande de servidores, e que na instituição, a pirâmide é invertida. Ou seja: tem mais procuradores para a atividade fim, do que servidores para proporcionar suporte na atividade meio. A presidente da Abaap, Júlia Querol, em entrevista ao Bahia Notícias, afirmou que ao longo dos anos, a instituição funcionou basicamente com servidores cedidos de outros órgãos, contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e comissionados. “Somos poucos servidores no total, e o valor da hora trabalho do servidor chega a ser mais baixa do que a hora do estagiário de nível superior. O vencimento básico, dependendo da carreira, é inferior ao salário mínimo. Claro que recebem auxilio alimentação, transporte, mas existe uma questão simbólica em você ter um vencimento base abaixo do mínimo”, afirma a presidente da associação. Júlia Querol ainda diz que a Abaap tem um diálogo aberto com o procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, e que o maior desafio dos servidores, agora, é buscar alternativas para melhorar a condições de trabalho, e a conjuntura da Bahia. A PGE conta com 210 procuradores e 180 servidores, sendo que do total de funcionários, 49 são efetivos. Clique aqui e confira a entrevista na integra.