Supremo dá início a sessão extraordinária sobre votação do impeachment
Por Marcos Maia
Foto: Reprodução / EBC
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu às 17h50 desta quinta-feira (14) a sessão extraordinária na qual os cinco recursos contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff serão analisados pelo plenário. O julgamento tem início com a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), para que a Câmara realize uma votação intercalada, entre deputados do Norte e do Sul do país, ou, alternativamente, em ordem alfabética. Após a leitura do relatório pelo ministro relator da ação, Marco Aurélio Mello, o advogado Claudio Pereira de Souza Neto, representando o PC do B tomou a palavra. De acordo com o defensor, a ordem da votação viola imparcialidade, porque confere maior poder a Estados com maior número de deputados. "A expectativa de poder, de participar no futuro governo, é algo que será analisado. A perspectiva de derrota ou de derrota será um procedimento que será analisado pelos que votarem por último", argumentou. Souza Neto também disse que a ordem estabelecida é mais uma forma de tentar manipular o processo, "maculando o resultado produzido pela Casa". A sessão também julgará os Mandatos de segurança 34127, 34128, 34130 e 34131, todos sobre a votação de impeachment.
