Supremo nega pedido de Palocci para anular delações premiadas da Operação Lava Jato
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O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (5) o pedido do ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP) para anular os benefícios das delações premiadas do lobista Fernando Baiano e do doleiro Alberto Youssef, para Operação Lava Jato. A defesa do petista alegava que as contradições encontradas nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, de Baiano e de Alberto Youssef deveriam culminar na anulação das colaborações. Em depoimento, Costa afirmou que Youssef intermediou, em nome de Palocci, propina de dois milhões de reais para a campanha de Dilma Rousseff à presidência da República em 2010. Nesta versão, os valores deveriam ser retirados da propina de 2% cobrada pelo Partido Progressista (PP) em contratos com a Petrobras. Também em colaboração com a Justiça, Fernando Baiano citou a participação do político na arrecadação de propina para a campanha de 2010. O lobista ainda afirmou que o ex-assessor Charles Capella foi apontado pelo ex-ministro como a pessoa a ser procurada para organizar a logística de pagamento do dinheiro. De acordo com Baiano, o acordo para repasse de valores foi fechado no comitê eleitoral em Brasília depois de uma reunião entre ele, Paulo Roberto e Palocci. Contudo, Youssef contesta a existência da transição e diz não reconhecer Capella.
