Janot pede aos procuradores que não se deixem levar pelas 'ruas' na Lava Jato
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Em uma carta enviada aos integrantes do Ministério Público Federal (MPF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede que as vaidades sejam colocadas de lado e que os membros do MPF não se deixem influenciar pelas “paixões das ruas”. O texto foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo. Intitulado “União e Serenidade”, o texto de Janot critica algumas atitudes de procuradores e diz que o “messianismo” deve ser evitado. Outras críticas feitas no texto falam sobre "cizânias personalistas" e os "arroubos das idiossincrasias individuais". Segundo Janot, o MPF não possui ideologia ou partido e que os guias da instituição são o texto da Constituição e as leis. O procurador ainda pede que os demais membros fiquem "alheios aos interesses da política partidária" e a evitarem "que as paixões das ruas encontrem guarida" entre as “nossas hostes". Janot também pontua que a Lava Jato “não salvará o Brasil”, mas argumenta que "esse belo trabalho — estou convicto disso — tem as condições necessárias para alavancar nossa democracia para um novo e mais elevado patamar". O procurador-geral diz que a melhora da democracia brasileira está condicionada as atitudes dos procuradores, que devem “manter a união, a lealdade institucional, o respeito à Constituição". "Devemos apagar o brilho personalista da vaidade para fazer brilhar o valor do coletivo, densificando a institucionalidade dentro da nossa casa e, consequentemente, no país."
