Para novo presidente do TST acredita que Justiça do Trabalho é muito paternalista
Foto: Divulgação/ TST
O novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Filho, acredita que a justiça trabalhista precisa ser menos paternalista. "No mundo não é assim. Nos EUA, tem muito mais ação na base e a maior parte de resolve através de acordo, depois de uma primeira decisão. Aqui, no Brasil, você quer ir até o Supremo", avaliou em entrevista ao jornal O Globo. Para o novo presidente, o governo deve flexibilizar ainda mais a legislação trabalhista, como fez ao lançar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que prevê redução de salário e de jornada. Ele também sinalizou divergir de colegas sobre a jurisprudência contrária à terceirização. “Não adianta ficar com briga ideológica de que não pode terceirizar na atividade-fim, só meio. Não existe mais a empresa vertical, em que você tem do diretor ao porteiro, todo mundo faz parte do quadro da empresa. Hoje, você funciona com cadeia produtiva. A gente precisa urgentemente de um marco regulatório”, opinou. No atual entendimento do TST, é impensável que um empregador subcontrate serviços de outras empresas para executar atividades essenciais.
