Com prazo máximo até 3 de março, Rui Costa ainda não escolheu novo procurador-geral
Por Marcos Maia / Cláudia Cardozo
Foto: Carla Ornelas/ GOVBA
O governador Rui Costa tem pouco mais de uma semana para escolher o novo procurador-geral da Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O petista tem até dia 3 de março para escolher o novo chefe do órgão com base na lista tríplice composta pelos promotores Pedro Maia, Ediene Lousado e pelo atual procurador-geral, Marcio Fahel. Os três candidatos se sagraram como os mais votados em eleição que contou com a participação dos membros do MP-BA no último dia 15 de fevereiro (relembre). De acordo com informações de dentro da instituição, o governador estaria relutante em escolher Maia (saiba mais), mais votado, por entender que sua pouca vivência técnica pode prejudicar no desempenho da função - o cargo exige outros atributos além da técnica. Por outro lado, a permanência de Fahel (leia mais) no cargo mais importante do órgão para mais um biênio representaria uma provável indisposição com os membros do MP-BA, que o colocaram em terceiro lugar na lista tríade, mesmo que a continuidade seja cômoda para o governo. Nesse cenário, Lousado (saiba mais) e sua experiência de 23 anos na instituição desponta como uma saída diplomática diante do impasse, e uma possibilidade para o governador de fazer história ao escolher pela primeira vez uma mulher para o cargo. Entretanto, caso Ediene seja a escolhida, a medida não agrada representantes da classe. “A expectativa é que seja escolhido o mais votado”, afirma Janina Schuenck, presidente da Associação do Ministério Público da Bahia (Ampeb). Janina reconhece a autonomia do governador na escolher, mas acredita que a opção pelo mais votado garante a independência do MP-BA ao passo que fortalece sua democracia interna.
