Candidatos falam sobre reforço de parcerias do MP-BA e ações contra promotores
Por Cláudia Cardozo / Marcos Maia / Bruno Luiz
Janaína Schuenck mediou o debate | Foto:Cláudia Cardozo / BN
O reforço de parcerias entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Ministério Público Federal (MPF-BA) no combate à corrupção e improbidade administrativa foi a tônica do primeiro bloco do debate entre candidatos ao cargo chefe do MP-BA. Para o procurador Alexandre Cruz, “é importante reforçar parcerias, aparelhando as promotorias com material humano”. O atual procurador-geral, Márcio Fahel, que busca mais dois anos no cargo, ressaltou que existem parceiras com o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPF, mas destacou que precisa de reforço. “A atuação existe e será ampliada”, afirmou. Millen Castro relembrou a grande incidência da corrupção no Brasil e falou em levar o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) para o interior do estado. Pedro Maia destacou os resultados da Operação Lava Jato no país para demonstrar a importância de um bom aparelhamento do órgão, além de ter ressaltado investimento humano e em inteligência. Já para Ediene Lousado, as parcerias devem ocorrer “em relação ao meio ambiente e outros tipos de crime”. Ela também falou sobre estruturação humana e tecnológica da instituição. Questionados também sobre a prescrição de denúncias contra promotores, alguns candidatos desconversaram ao dizer desconhecer casos, enquanto outros destacaram a necessidade de medidas maduras para coibir condutas como essa. O promotor Millen Castro afirmou “desconhecer a informação” e citou, de forma implícita, o caso Almiro Sena, acusado de abusar sexualmente de funcionárias enquanto era chefe da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Pedro Maia prometeu “agir com firmeza nesses casos” e afirmou que a “corregedoria será equipada para agir nesses casos”. Ediene Lousado assegurou que “todo fato que envolvem pessoas como foro privilegiado é apurado”. O promotor Alexandre Cruz seguiu o tom de desconhecimento dos adversários e afirmou que o controle é feito e é efetivo. Já Márcio Fahel sustentou que “o próprio MP é forjado para seu próprio controle” e que Constituição Federal permite fiscalizar a si mesmo e a outras esferas da sociedade pública.
