Transparência no MP-BA gera polêmica em debate com candidatos a procurador-geral
Por Cláudia Cardozo / Marcos Maia / Bruno Luiz
Foto: Cláudia Cardozo / BN
A discussão sobre transparência nos atos do Ministério Público da Bahia (MP-BA) marcou um dos blocos do debate com os candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que acontece na tarde desta quarta-feira (3) (veja aqui). Questionados sobre quais medidas podem ser tomadas para dar maior transparência nas decisões da PGJ, os postulantes destacaram que é necessário aprimorar os atuais mecanismos. Para Pedro Maia, a comunicação do MP-BA pode melhorar. No entanto, o candidato destacou que não falta transparência à instituição. "A comunicação do MP-BA pode melhorar bastante, para um contato melhor com a sociedade. Não vejo o Ministério Público como uma instituição que não seja transparente”, afirmou. Milen Castro manteve o tom de seu adversário. “Precisamos aprimorar nosso sistema informatizado, para permitir pesquisas para a sociedade. Publicar atos administrativos, para que não haja dúvidas quanto às decisões tomadas, para que não pairem sombras de dúvidas para o fato de que o procurador-geral, por ser indicado pelo governador, esteja tomando alguma medida em benefício do Executivo”, destacou. O candidato Alexandre Cruz afirmou que acredita que a situação “pode ser resolvida com uma medida simples”, mas discordou da posição de seus adversários sobre transparência no órgão. “Acho que a situação pode ser resolvida com uma medida simples. Com a publicação dos extratos das decisões. Nós ainda não adotamos isso como prática. Eu discordo dos candidatos Pedro e Ediene quando dizem que o nosso MP é transparente. Nós estamos na incômoda 22ª posição entre os MPs do país, segundo o CNMP”. A fala de Cruz foi alvo de discordância por parte do atual procurador-geral, Márcio Fahel, que tenta recondução ao cargo. De acordo com ele, “o colega” está mais “preocupado em atacar a instituição”. “Essa informação do colega Alexandre não correta. Ele talvez esteja preocupado em atacar a instituição do que fazer uma fala propositiva. Então, meu colega, vamos falar bem da nossa instituição e trabalhar mais”, atacou. Já Ediene Lousado também discordou da posição de Cruz. “Não vejo que não haja transparência na divulgação de nossos atos. Nosso sistema pode ser falho e necessitar de ajustes. Nossos mecanismos não podem ficar estacionados”, concluiu.
