'Bom sintoma', diz Maria do Socorro, sobre checagem de aposentadorias
Por Cláudia Cardozo / Luana Ribeiro
Foto: Jefferson Peixoto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
A nova presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Maria do Socorro Santiago, afirmou nesta segunda-feira (1º) que vê como “bom sintoma” a discussão, colocada pelo governador Rui Costa, para que os poderes informem seus gastos com aposentadorias. “Vamos fazer uma checagem e vamos agir em termos de colaboração. Porque a gente quer fazer uma parceria, fazer colaboração, e tentar ver se os poderes se harmonizam e dão o resultado praticamente convergente entre um e outro”, disse. Questionada sobre seu maior desafio à frente do TJ-BA, a desembargadora elegeu a melhoria da prestação de serviço da Justiça. “Isso é o que todos conclamam, é o que faz o tribunal ficar próximo de seus jurisdicionados, tentar fazer uma melhor interação entre 1º e 2º grau. O que nós queremos mesmo é aparelha-los, através da informática, da atenção, do melhoramento, para que possa melhorar a prestação jurisdicional e, por conta disso, sejam cumpridas, por consequência, as metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, apontou. Maria do Socorro pontuou ainda que quer uma “gestão da conversa” e que pretende dialogar com todos os setores: outros poderes, OAB, sindicatos. “Já disse: o tribunal não é do presidente. O tribunal é de todos nós”, declarou, para acrescentar que sua meta é “fazer com que a população enxergue que o Tribunal de Justiça efetivamente trabalha”. “Se eu conseguir mostrar que a sociedade tem acesso a Justiça, para mim minha meta está cumprida”. Graduada em Artes Cênicas, ela vê pontos de afinidade entre as duas áreas com as quais se relaciona. “Foi através das artes que eu consegui enxergar, no próprio jurisdicionado, a pessoa do jurisdicionado. Conhecer o ser humano, é importantíssimo para você julgar. Conhecer a função do ser humano, a responsabilidade que se tem com o ser humano. O julgar é apenas dizer apenas o direito do próximo que está aqui, é dizer a verdade para o próximo. Se você tem sensibilidade, se você conhece a arte, se você enxerga ele como criativo, criador, como sujeito de direito, isso é arte pura”, argumentou.
