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Sem ‘milagre’, Judiciário viverá dificuldades ‘maiores ainda’ em 2016, prevê Eserval

Por Alexandre Galvão / Fernando Duarte

Sem ‘milagre’, Judiciário viverá dificuldades ‘maiores ainda’ em 2016, prevê Eserval
Foto: Alexandre Galvão / Bahia Notícias
A pouco menos de dois meses de encerrar o mandato à frente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o desembargador Eserval Rocha fez previsões pessimistas para a gestão de Maria do Socorro Barreto Santiago, com dificuldades “maiores ainda”. “Seguramente o Poder Judiciário da Bahia, a não ser que aconteça um milagre no último quadrimestre, para tirar o Tribunal dos mais de 6% do índice da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Rocha nesta terça-feira (29), durante coletiva de imprensa em que detalhou a suspensão do pagamento dos salários dos servidores (entenda aqui, aqui e aqui). “O que não posso aceitar é que falte o recurso para pagar os servidores do Poder Judiciário. Porque, do meu conhecimento, do Executivo e do Ministério Público já receberam. Por que do Judiciário não?”, reclamou o presidente. “Estou apreensivo com os rumos do Poder Judiciário da Bahia em 2016”, completou o dirigente. Rocha citou uma decisão transitado em julgado que determinou o pagamento de reajuste de 18% para os servidores e a não aprovação da reforma administrativa proposta por ele. “Eu apresentei com a colaboração dos servidores e dos magistrados um projeto da instituição da remuneração por subsídio. Isso sim põe uma parada nisso e organiza administrativa-financeiramente o Tribunal. Não se vocês têm conhecimento, mas o Tribunal de Justiça tem uma média salarial das maiores do país, senão a maior. E nós somos o 24º estado em respeito ao PIB. Os servidores não querem saber disso. Eu só não entendo porque me levaram ao CNJ por causa disso”, divagou Rocha.