Condições de trabalho de estagiários e de mulheres são tratadas em debate da OAB
Por Cláudia Cardozo/ Luana Ribeiro
Foto: Jefferson Peixoto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Após a abordagem de questões sobre prerrogativas, o debate entre candidatos à presidência da seccional baiana da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA) discutiu as condições de trabalho na área, inclusive dos estagiários. Questionado sobre o assunto, Rátis declarou que sua gestão será baseada no novo código de ética dos advogados, que protege os estagiários. "Todos nós já fomos estagiários", afirmou. Já José Nelis respondeu sobre a temática das mulheres advogadas. "A advogada não pode ser mãe”, disse, citando uma mulher advogada que pediu prazo processual por ter tido bebê e o juiz ordenou que ela nomeasse outro advogado para o caso. A proposta dele é suspender os prazos processuais para as mulheres que tiveram filhos, semelhante a licença maternidade, além de isentar o pagamento da anuidade no período do nascimento das crianças. “Essas mulheres são heroínas. Nós, homens, damos dois turnos. Elas dão três turnos", argumentou. Fabiano Mota, por sua vez, foi questionado sobre as falsas associações de advogados. “A prática está presente em grandes escritórios. Eles estão contratados como associados, mas são empregados”, disse ele, que propôe que a ordem atue na fiscalização em sua gestão. A jovem advocacia, já abordada em outro bloco do debate, também foi tema proposto à Rátis. “A paixão pela profissão se dá desde o primeiro semestre de faculdade", acredita ele, que afirma a necessidade de frisar, no ambiente universitário, que a profissão é “essencial à Justiça”. “Hoje em dia os estudantes estão preocupados com a "vocação vencimental, visando o concurso que paga mais”, critica o presidente da IAB, que quer fiscalizar os cursos de Direito e realizar eventos específicos para os estudantes.
