Presidentes da Amab e do Sinpojud querem abertura de diálogo da nova presidente do TJ
Por Cláudia Cardozo
Foto: Jefferson Peixoto / Ag. Haack / Bahia Notícias
A presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Marielza Brandão, afirmou que espera que o diálogo entre a associação e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) seja reaberto na eleição da nova presidente, desembargadora Maria do Socorro. Marielza, ao Bahia Notícias, destacou que a desembargadora eleita tem um histórico associativo, tendo atuado como diretora da Escola de Magistrados da Bahia (Emab). Marielza pontuou sua expectativa, pois na gestão do desembargador Eserval Rocha, ela diz que esse diálogo foi interrompido. A representante dos magistrados diz ainda que Maria do Socorro tem um “perfil conciliador”. “Com esse perfil de discutir, de conversar, eu acredito que nós teremos, de fato, uma gestão participativa, como eu esperava que acontecesse nesses dois últimos anos”, avalia Marielza. Ela deixará a presidência da Amab em fevereiro de 2016. Na próxima sexta-feira (27), os juízes baianos escolherão a nova gestão da entidade, que tem uma chapa única candidata, encabeçada pelo juiz Fred Pitta Lima. Segundo Marielza, a chapa foi construída de forma consensual entre os associados, e que ele é um “candidato que está afinado com os nossos propósitos”, que tem como desafio, retomar o diálogo com o TJ-BA. A magistrada ainda avalia a gestão do desembargador Eserval Rocha, que deixa a presidência em fevereiro, como “extremamente difícil”. “Infelizmente, a gente não conseguiu abrir o diálogo com ele. Ele poderia ter feito uma gestão maravilhosa se tivesse ouvido mais, porque ele tem ideias boas, ideias que precisam ser avaliadas, refletidas e discutidas. Mas faltou essa parte, de dialogar com os magistrados, com os próprios desembargadores, pares dele. Então, se ele tivesse feito isso, eu tenho certeza que muitas ideais que ele vem pregando poderiam ter êxito, mas faltou diálogo”, pondera. Para ela, a gestão de Eserval foi uma decepção, pois ele era o favorito na eleição passada do tribunal, inclusive entre os juízes e servidores. Marielza ainda destacou que Eserval tinha um histórico associativo. A presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), Maria José “Zezé”, também falou sobre a eleição de Maria do Socorro. “Eu espero que ela realmente abra o diálogo. Para ser um bom presidente, tem que reabrir o diálogo, tem que ver a necessidade do servidor, porque o servidor é a mola mestre do Judiciário, e qualquer presidente, ele só faz um bom trabalho com servidores”, afirma a sindicalista. Ela ainda diz esperar que a nova presidente nomeie assessores que sejam “pessoas sinceras, pessoas transparentes e que não faça ludibriações na cabeça dela”.
