Eleições OAB-BA: Candidatos apresentam propostas para advocacia trabalhista
Por Cláudia Cardozo
Foto: Bahia Notícias
Os candidatos a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), no terceiro bloco do debate promovido pela Associação Baiana dos Advogados Trabalhistas (Abat) foram provocados a falar sobre suas propostas para advocacia trabalhista. O candidato Carlos Rátis afirmou que é preciso firmar convênios com estacionamentos para que os advogados paguem tarifas menores até que se possa construir um estacionamento próprio da Ordem. Também falou que é preciso ampliar o serviço de transporte gratuito para os advogados que militam na justiça do Trabalho, além de estruturar as unidades judiciais com computadores. Rátis também defendeu a criação de uma procuradoria específica para defender as prerrogativas dos advogados trabalhistas. O candidato da chapa “Coragem para Renovar” disse que é preciso uma interlocução constante com a categoria. Rátis ainda criticou o fato de Luiz Viana ter errado o nome do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal, que é Sindjufe. Rátis também disse que é preciso dar mais voz a Abat no Conselho da OAB-BA. José Nelis prometeu criar um escritório virtual, com secretária e equipamentos para os advogados usufruírem nas audiências, ampliar o número de Vans que fazem o transporte gratuito de advogado, efetivar o piso salarial, promover cursos gratuitos na Escola Superior da Advocacia para advogados com até cinco anos de inscrição, implementar plano de saúde para os advogados e instituir um plano de recuperação de créditos para os advogados inadimplentes. O candidato Fabiano Mota criticou a fala dos seus concorrentes, dizendo que as “promessas são sempre as mesmas e nada é feito”. Criticou os custos das campanhas e questionou quem está financiando a eleição da OAB. Propôs a criação do piso salarial, promover cursos de pós-graduação on-line, de combater a falsa associação, e destacou que sua chapa não tem “vínculos com o passado da OAB”. O atual presidente da OAB, Luiz Viana, destacou a parceira com a Abat, no Forro da ESA, lembrou o desagravo feito a uma advogada que foi agredida por uma juíza do Trabalho. Voltou a afirmar que é necessário dialogar com o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) sobre a ausência de juízes nas comarcas do interior as segundas e sextas-feiras, e que a inclusão digital faz parte de um programa nacional da OAB e das Caixas de Assistência, que a estrutura fornecida foi pela seccional e que o técnico disponibilizado nos fóruns é contratado pela Caab. Também destacou que em sua gestão a procuradoria de prerrogativas foi profissionalizada, com a contratação de profissionais, e que foi essa procuradoria que conseguiu barrar no Supremo Tribunal Federal (STF) a implementação do “turnão” no âmbito do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). No último bloco do debate, os candidatos voltaram a falar das motivações que os levaram a saírem candidatos e fizeram um pronunciamento de quatro minutos para que os advogados votassem neles.
