PJE foi implantado de forma tranquila e sem açodamento no TRT, diz ex-presidente
Por Cláudia Cardozo
Valtércio de Oliveira | Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
O desembargador Valtércio de Oliveira passou o mandato de presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) para a desembargadora Maria Adna com 100% das varas funcionando com o Processo Judicial Eletrônico (PJE). Ao Bahia Notícias, o desembargador afirmou que a instalação do PJE nas varas do trabalho aconteceu de forma tranquila e sem açodamento. Valtércio diz que a implantação tranquila só foi possível por ter firmado uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e com a criação de uma equipe para treinar servidores e magistrados e dar cursos para advogados em todo o estado. “A implantação foi feita sem açodamento. A equipe ia à frente, treinava o servidor, o magistrado e dava curso para o advogado em parceria com a OAB. A própria OAB desenvolveu núcleo de informática, com instrutores para orientar o advogado”, disse. Após a instalação, a equipe continuou visitando as unidades para verificar quais eram as dificuldades dos operadores em utilizar o sistema. Em alguns locais que não tinha espaço para treinamento, segundo Valtércio, a OAB colocava à disposição um colégio, computadores, notebooks e o anteparo necessário para o PJE “ser implantando sem traumas”. Na Bahia, o TRT foi o pioneiro na instalação do PJE, que agora é expandido para a Justiça comum e Justiça Federal. Para instalar o sistema nas varas, foi necessária a realização de reuniões com as empresas que gerenciam a internet no estado. Valtércio destaca as vantagens do PJE, por reduzir o tempo de duração de um processo em mais de um ano. “É uma tecnologia que veio para ficar, e, diga-se passagem, em todo o mundo, só quem tem o processo judicial eletrônico é o Brasil. Eu digo que é o Brasil que dá certo. Enquanto há corrupção desvairada em vários segmentos, nós estamos trabalhando para dar dignidade, celeridade ao processo, entrega da prestação jurisdicionado em um tempo menor possível, para que, aquilo que às vezes foi sonegado por alguma empresa”, diz. As varas do Trabalho da Bahia já movimentam 202 mil processos através do PJE. Em grau de recurso, já são 25 mil em trâmite pelo sistema no TRT. Além de dar celeridade, o PJE ajuda o tribunal a economizar, por não ter que comprar 55 mil resmas de papel por ano, e assim, evitar o consumo de 3 milhões de folhas de papel. O desembargador ainda diz que a medida é sustentável e um ganho para o meio ambiente.
