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Presidentes de subseccionais denunciam retaliação de Viana em repasses da OAB-BA

Presidentes de subseccionais denunciam retaliação de Viana em repasses da OAB-BA
Foto: Alexandre Galvão/ Bahia Notícias
Advogados integrantes de subseccionais baianas com presidentes que não apoiaram a candidatura do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Luiz Viana, nas eleições passadas denunciaram nesta terça-feira (27) o mandatário da entidade de prejudicar a distribuição de recursos para as localidades por uma questão política. De acordo com a presidente da subseção de Camaçari, Kalinka Castro, os advogados convivem “com o abandono por parte da Ordem”. “Não temos sede própria e recebemos o repasse mínimo que não dá para custear as despesas da subseção, menos de R$ 3 mil. Um scanner foi toda a contribuição da OAB-BA para os advogados de Camaçari e região nos últimos três anos”, denunciou. Segundo Kalinka, as atividades oferecidas pela subseção aos advogados do município são fruto da arrecadação própria da unidade, através da cobrança de estacionamento e do aparelho de xerox, e as restrições no repasse dos recursos teriam motivação política. “É uma realidade presente nas subseções que têm presidentes oposicionistas ao grupo de Luiz Viana na última eleição”, afirmou. Já o presidente da subseccional de Jequié, Agenor Júnior, acusou Viana de não reformar a sede da entidade por represália ao não apoio à candidatura do atual presidente. “Também não houve chapa única nessas eleições por conta da intervenção da OAB-BA, que não aceitou a independência de seus integrantes”, acusou. Outro a proferir denúncias contra Luiz Viana foi o presidente da subseção de Vitória da Conquista, Gutemberg Macedo. Embora seja um dos municípios com maior número de advogados, a subseccional do município teria recebido apenas R$ 76 de repasse por associado, apesar de os causídicos terem pago a anuidade da instituição, que atualmente custa R$ 650 por profissional. Candidato à presidência da instituição, Carlos Rátis criticou as situações relatadas pelos presidentes das subseccionais. “É inadmissível que um órgão de classe tenha posturas como estas em um estado democrático de direito. A OAB é de todos os advogados”, declarou.