Sondado para reeleição na OAB-BA, Viana confirma possibilidade: ‘discuto com colegas’
Por Bruno Luiz
Foto: Angelino de Jesus / OAB-BA
O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) negou nesta sexta-feira (21), em entrevista ao Bahia Notícias, que já seja candidato à reeleição ao cargo no pleito de novembro deste ano da seccional. O mandatário da OAB-BA afirmou que tem sido convocado por seu grupo político e “pela classe de advogados para ser candidato” e que as conversas para a viabilização de uma futura candidatura estão acontecendo. “Estou iniciando um processo de conversa e discussão com os colegas, para construção de propostas para advocacia. Isso ainda está em fase de afunilamento”. Viana também disse que ainda é cedo para se pensar em eleições, já que, segundo o regimento interno da instituição, as campanhas eleitorais só podem ser lançadas 45 dias antes do pleito. O presidente também comentou as declarações do candidato à presidência da OAB-BA, Carlos Rátis, que, em entrevista dada ao Bahia Notícias em junho, afirmou que várias prerrogativas dos advogados não tinham sido respeitadas em sua gestão. “Considero ele um homem sério, competente, que merece minha admiração. Só que as pessoas sérias e que admiro podem cometer erros como esse, de avaliação do que a gestão tem feito. Acho que os advogados e as advogadas têm dito e reconhecido que nunca se fez tanto na defesa das prerrogativas como em nossa gestão”, afirmou. Reiterando frequentemente que advogar na Justiça baiana atual é “um inferno”, Viana disse que a temperatura no inferno advocatício aumentou ao falar sobre a situação dos causídicos em meio aos movimentos grevistas de diversas categorias do Judiciário: “eu diria que o inferno tá mais quente”. “A advocacia, já combalida, encontra-se com mais dificuldades. A OAB tem tido uma postura de equilíbrio, no sentido de reconhecer as reivindicações de todas as categorias de servidores como legítimas, mas de não abrir mão do respeito das prerrogativas dos advogados, dentre as quais, o direito de trabalhar”, afirmou. “O exercício da greve não pode impedir o exercício das prerrogativas dos advogados, nem, muito menos, dos trabalhadores, pois os advogados também são trabalhadores. Ainda há os trabalhadores que precisam da Justiça. Essas greves tornaram ainda mais difícil a situação da advocacia, que já enfrenta problemas estruturais, e, com a conjuntura das greves, torna ainda mais difícil”, disse.
