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Servidores da Justiça Federal fazem protesto para derrubar veto a reajuste salarial

Servidores da Justiça Federal fazem protesto para derrubar veto a reajuste salarial
Foto: Sindjufe-BA
Os servidores da Justiça Federal que estão em greve realizaram um ato de protesto nesta quarta-feira (12), em Salvador. Cerca de 300 manifestantes se vestiram de branco, com apitos, faixas e bandeiras para a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei Complementar 28/15. O ato teve como objetivo conscientizar a população sobre os motivos da greve do Poder Judiciário que já completa quase dois meses, além de também arrecadar alimentos para doação a instituições filantrópicas. “É importante que a população saiba que não estamos defendendo apenas reposição salarial, mas um Judiciário forte, motivado, independente, atento às necessidades da população. A quem interessa um judiciário fraco?”, questionou a servidora, Luciana Liberatto. Os servidores reclamam que há nove anos estão com os salários congelados. O PLC foi aprovado de forma unânime no Plenário do Senado, e da mesma forma em todas as Comissões por onde passou em ambas as Casas Legislativas.  Para que o veto seja derrubado e o projeto outorgado pelo Legislativo, é preciso que a maioria absoluta da Câmara e do Senado vote nesse sentido, em sessão do Congresso Nacional. São necessários os votos de, pelo menos, 257 deputados e 41 senadores contra o veto. Nesta quinta-feira (13), os servidores realizam um novo ato em frente ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Os servidores continuam em greve nacional pela recomposição salarial, agora na busca de apoio dos parlamentares pela derrubada do veto de Dilma ao PLC 28/2015 e inclusão orçamentária do projeto.  O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, anunciou que colocará em votação na sessão administrativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um novo substituto. A categoria reprova o substitutivo por ser menor, prevista para ser implantada em quatro anos sob um percentual de 41% sobre o salário efetivo (incluindo os 13,32% que a maioria dos servidores já conseguiu judicialmente).