Negociações entre donos de postos e frentistas fracassam e categoria deve manter greve
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A greve dos frentistas baianos, iniciada na última segunda-feira (10), deve ser mantida logo após o fracasso nas negociações entre patrões e a categoria, suspensas na tarde desta quarta-feira (12) pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA), que tentava mediar um acordo com o empresariado. A tentativa de se chegar a um denominador comum envolveu o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Bahia (Sinposba) e o Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis) e foi iniciada após pedido do sindicato dos trabalhadores. O acordo entre patrões e empregados esbarra em uma cláusula da convenção coletiva que estabelece multa de um piso salarial por cada item descumprido. Esse valor, segundo os acordos dos anos anteriores é pago a cada um dos empregados do posto que descumpre a cláusula. O MPT chegou a propor a redução do valor para 70% do piso, o que inicialmente foi aceito pelos trabalhadores, que reivindicaram negociar ganhos maiores no reajuste salarial e no auxílio alimentação. Os patrões, no entanto, só aceitariam manter a multa se ela ficasse em 15% do piso da categoria. À frente das negociações, o procurador Bernardo Guimarães afirmou que não era mais possível manter a mediação “porque nenhum dos lados abria mão de pontos considerados por eles cruciais para a assinatura de um acordo”.
