Membros do MPF podem se 'rebelar' caso nome de Janot seja rejeitado pelo Senado
Janot concorre a reeleição para procurador-geral da República | Foto: Reprodução
Em agosto, procuradores da república de todo o país vão eleger uma lista tríplice que será entregue a presidente Dilma Rousseff para definir o novo procurador-geral da República. A eleição da lista será promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O indicado de Dilma será sabatinado pelo Senado, e uma possível rejeição, pode causar uma rebelião dentro do Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a coluna Mônica Bergamo, uma escolha que não seja endossada pela categoria, poderá tornar o MPF "rebelado" e "ingovernável", na opinião de integrantes da força-tarefa que investiga políticos envolvidos na Operação Lava Jato. O atual procurador-geral, Rodrigo Janot, figura como o favorito para ganhar a eleição. A votação no Senado será secreta. Janot pode estar ameaçado por ter aberto investigação contra senadores. Os procuradores da equipe de Janot, segundo a publicação, caso haja rejeição, não aceitaram que Dilma indique o segundo colocado da lista aos parlamentares, e querem que uma nova eleição seja convocada. A proposta não é consensual na categoria. Uma indicação nunca foi rejeitada no Senado na história da associação. O presidente da ANPR, Robalinho Cavalcanti, diz que uma mudança no comando da Procuradoria não alteraria os rumos da Operação Lava Jato. Uma outra possibilidade, segundo a jornalista, é do Senado protelar a votação para que Janot saia e um interino assuma a vaga.
