Corregedoria abre sindicância para apurar possíveis desvios de defensor público estadual
Por Alexandre Galvão/ Estela Marques
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias
A Defensoria Pública da Bahia abriu sindicância para apurar as denúncias contra o defensor público Glauco Teixeira. Teixeira é acusado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de, quando advogado, apossar-se de R$ 4,7 mil de um homem “com quem mantém relação de ‘pai e filho’”. Segundo a defensoria, foi instaurado e publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (15) um Processo Administrativo Sumário com designação de comissão presidida pela corregedora geral, Maria Auxiliadora Santana, para verificar as possíveis infrações atribuídas ao referido defensor. A comissão irá coletar provas, ouvir denunciantes e o próprio defensor público, garantindo-se o princípio ao contraditório e ampla defesa. O prazo para conclusão dos trabalhos e apresentação de relatório do Processo Administrativo Sumário é de 90 dias. De acordo com a denúncia, Glauco firmou contrato com Joselito Correia para uma ação de indenização. O então advogado cobrou o R$ 4,7 mil sob alegação de que dinheiro custearia despesas processuais, embora não tivesse proposto qualquer ação judicial. Teixeira teria utilizado falso documento de arrecadação judiciária para comprovar os custos. Em entrevista ao Bahia Notícias, Teixeira – através do seu advogado, Paulo Augusto de Souza Vieira – negou que tenha cometido o ato e apresentou uma carta escrita de próprio punho pelo acusador, Correia (veja aqui). Dias depois, a reportagem do Bahia Notícias foi procurada por outras pessoas, José Adilson e Francisco Rocha, que, supostamente, teriam recebido um golpe do defensor, em situação similar à denunciada pelo MP-BA.
