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Justiça autoriza bloqueio de contas de dez investigados na 14ª fase da Lava Jato

Justiça autoriza bloqueio de contas de dez investigados na 14ª fase da Lava Jato
Os presidentes da Andrade Gutierrez e Odebrecht são dois deles. Foto: Reprodução
Dez investigados na 14ª fase da Operação Lava Jato podem ter até R$ 20 milhões bloqueados por determinação da Justiça. O juiz federal Sergio Moro autorizou o bloqueio de ativos das contas de cada investigado, entre eles os presidentes Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, e Otavio Azevedo, da Andrade Gutierrez, empreiteiras alvo desta etapa da operação. Até esta fase da operação, já foram presas 12 pessoas. O último mandado foi cumprido na noite da última sexta (20) com a prisão de Paulo Roberto Dalmazzo, ex-executivo da Andrade Gutierrez. Ele se entregou na Superintendência da PF, acompanhado do advogado. Segundo Moro, "o esquema criminoso em questão gerou ganhos ilícitos às empreiteiras e aos investigados, justificando-se a medida para privá-los do produto de suas atividades criminosas". Para o juiz, não importa se os valores ilícitos das contas foram misturados aos valores lícitos. O Banco Central implementou os bloqueios durante a execução dos mandados e apreensão, e, pela Odebrecht, tiveram os ativos bloqueados:  Rogério Santos de Araújo; Mário Faria da Silva; Cesar Ramos Rocha; Marcelo Bahia Odebrecht; João Antônio Bernardi Filho. Já pela Andrade Gutierrez tiveram ativos bloqueados: Elton Negrão de Azevedo Júnior; Paulo Roberto Dalmazzo; Otávio Marques de Azevedo; Antônio Pedro Campelo de Souza. "Observo que a medida ora determinada apenas gera o bloqueio do saldo do dia constante nas contas ou nos investimentos, não impedindo, portanto, continuidade das atividades das empresas ou entidades", sustenta o juiz. No caso de Celso Araripe de Oliveira, funcionário da Petrobras contra quem foi cumprido mandado de coerção coercitiva, os ativos não foram bloqueados e ele não foi preso.