Tribunal de Roraima aprova eleições diretas para mesa diretora
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O Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) aprovou nesta quarta-feira (17), em votação unânime, a realização das eleições diretas para os dirigentes do tribunal. Os cinco desembargadores que compõe o tribunal manifestaram-se a favor do voto paritário para todos os juízes, inclusive os não-vitalícios. O tribunal foi o primeiro no país a aprovar eleição direta. O presidente da Associação dos Magistrados de Roraima (Amarr), Parima Dias Veras, afirmou que houve uma mobilização maciça dos associados, e que foi possível implantar a eleição direta conversando com cada desembargador. Para Veras, a decisão reflete o momento de valorização do 1º grau, e lembra que a conquista trará democracia ao Judiciário. “Desejo que a nossa associação, mesmo sendo pequena, sirva de exemplo para os demais tribunais”, sintetizou. Com o menor Tribunal de Justiça do Brasil, Roraima tem um quadro de 42 juízes. As eleições diretas passam a valer no ano que vem, quando será definido o novo grupo de gestores. Em março deste ano, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) participou de mobilização pelas eleições diretas nos tribunais, com um ato no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT). Mais de 100 juízes e desembargadores participaram da manifestação. A campanha da entidade começou em março de 2014, com ações conjuntas em diversos estados brasileiros e forte atuação das associações estaduais de magistrados.
