Camacã: MPT interdita fábrica da Malwee por falta de segurança para trabalhadores
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O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) interditou as máquinas e equipamentos da fábrica da Confeccões Camacan Ltda., responsável pela fabricação de produtos Malwee, localizada no centro de Camacã, no sul da Bahia. O motivo da interdição foi o descumprimento de uma série de normas legais de segurança do trabalho. A interdição aconteceu na última quinta-feira (28), após uma fiscalização. A interdição não trará prejuízo aos salários dos cerca de 750 funcionários da empresa. “Decidimos por expedir a notificação recomendando a imediata suspensão das atividades na fábrica porque contatamos na inspeção realizada nessa quinta um grande número de falhas graves no cumprimento de normas de saúde e segurança do trabalho dentro da unidade. Esses descumprimentos mantêm os funcionários em risco constante de acidentes, como de esmagamento e prensagem das mãos, cortes e lacerações dos dedos e inalação de substâncias cancerígenas”, explicou o procurador do trabalho Ilan Fonseca. De acordo com o procurador, a Malwee já foi inspecionada quatro vezes pelo MPT e outra vez pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MPT). Em todas as inspeções, foram encontradas diversas irregularidades. A empresa foi notificada, mas não corrigiu as irregularidades. Segundo o MPT, a empresa controla o tempo de ida aos sanitários, se recusa a receber atestados médicos, cobra de forma excessiva o cumprimento de metas, subnotifica acidentes de trabalho e doenças ocupacionais decorrentes de esforço repetitivo. Diante da não correção dos problemas identificados, o MPT estuda a possibilidade de ajuizar uma ação civil pública contra Malwee, com pedido de indenização por danos morais coletivos. A primeira denúncia foi encaminhada em 2009.
