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Unijorge pode ter que modificar forma de cobrança de taxas para alunos de baixa renda

Unijorge pode ter que modificar forma de cobrança de taxas para alunos de baixa renda
Foto: Reprodução
O Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) pode ter que alterar valores e formas de cobranças de taxas aplicadas a alunos de baixa renda, caso a Justiça acate pedidos apresentados na ação civil pública movida, nesta segunda-feira (11), pelo Ministério Público estadual (MP-BA), por meio da promotora de Justiça Joseane Suzart. Na ação, solicita, em caráter liminar, que a instituição reduza em 80% a taxa cobrada para aproveitamento de disciplinas, nos casos de estudantes de baixa renda. Se o pedido for atendido, a taxa, que, atualmente, é de R$ 6,40 por disciplina, cairá para R$ 1,28. A ação foi movida depois que um aluno, bolsista integral do Programa Universidade para Todos (Prouni), contestou que, para obter o aproveitamento de 31 disciplinas cursadas em outra instituição de ensino superior, precisaria pagar cerca de R$ 200,00 à nova faculdade. A promotora ainda relata que a 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor tentou realizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposta que foi rejeitada pela instituição de ensino. A ação requer também que a Unijorge não estabeleça cobrança de taxas pela prestação de serviços educacionais que configurem vantagem excessiva. Caso o pedido seja acatado pela Justiça, a instituição de ensino deverá investir em canais de diálogo com os consumidores de baixa renda, criar mecanismos que garantam condições mais acessíveis para eles. O MP solicitou também que a Unijorge restitua em dobro os valores pagos pelos consumidores e indenize-os por possíveis danos morais sofridos.