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Candidatos a ouvidor da Defensoria Pública apresentam suas propostas em debate

Candidatos a ouvidor da Defensoria Pública apresentam suas propostas em debate
Fotos: Reprodução
Os dois candidatos ao cargo de ouvidor-geral da Defensoria Pública da Bahia, Marcos Fábio Rezende e Vilma dos Santos Reis, apresentaram suas propostas para gestão no biênio 2015-2017, na tarde desta quinta-feira (23), em uma sessão pública. O vice-presidente da Associação dos Defensores Públicos da Bahia (Adep-BA), Gilmar Bittencourt, afirmou que há ameaças reais e concretas no país, e que é necessário que os defensores públicos e a sociedade lutem para que não haja retrocessos. O defensor-geral em exercício, Rafson Ximenes, afirmou que esta eleição não é apenas para manter uma representação externa num cargo e sim, para fazer a Defensoria Pública avançar e a sociedade civil participar deste processo.  Os candidatos Marcos Fábio Rezende Correia e Vilma dos Santos Reis apresentaram suas propostas, visões da Defensoria Pública e histórias junto aos movimentos sociais. As eleições ocorrerão em duas etapas. A primeira será nesta sexta, 24, por representantes indicados pelas entidades da sociedade civil habilitadas. A escolha ocorrerá dia 30 por meio de votação aberta, feita pelos membros do Conselho Superior da Defensoria Pública. A Adep-Ba estará acompanhando todo o processo. Marcos Rezende é historiador e militante do movimento negro. Apoia outras lutas e causas sociais, a exemplo da liberdade e diversidade sexual e de gênero, do combate ao machismo, à misoginia e à homolesbotransbifobia, da defesa intransigente da laicidade do Estado e da liberdade religiosa e da proteção de outros grupos vulneráveis, como as pessoas com deficiência, os idosos e a juventude negra. Foi fundador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), e membro do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), representando as entidades de matrizes africanas. A candidata Vilma Reis é socióloga, vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), ativista do movimento negro e feminista. É conhecida pela militância junto à comunidade negra, quilombola, de pescadores e pescadoras, defesa das comunidades LGBT, religiões de matrizes africanas, direitos das trabalhadoras domésticas e grupos vulneráveis. Atuou no Fórum de Mulheres de Salvador, no Movimento de Defesa dos Quilombolas, dos Movimentos de Pescadores (as) e outros povos tradicionais no recôncavo, baixo-sul, sisal e região metropolitana de Salvador. Foi professora do programa de Direitos Humanos do Instituto Cultural Steve Biko.