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Associação de Juízes trabalhistas se posiciona contra projeto de lei que amplia terceirização

Associação de Juízes trabalhistas se posiciona contra projeto de lei que amplia terceirização
Para entidade, proposta reduz direitos trabalhistas | Foto: Reprodução
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), em nota, se manifestou o projeto de lei que quer regulamentar a terceirização em todas as atividades empresariais, inclusive nas atividades-fim. A Câmara dos Deputados começou a votar nesta terça-feira (7) o PL 4330/2004, que amplia as possibilidades de terceirização de mão de obra. Para a associação, a “terceirização indiscriminada ofende a Constituição Federal, na medida em que discrimina trabalhadores contratados diretamente e os prestadores de serviços contratados por intermediários, regredindo garantias conquistadas historicamente”. A entidade avalia que terceirizar serviços rebaixa salários, amplia acidentes de trabalho e compromete o pagamento de FGTS e Previdência. “A proposta em tramitação, além de comprometer seriamente os fundos públicos como o FGTS e a Previdência Social, não protege os trabalhadores, trazendo apenas preocupações e perplexidades diante do quadro atual, já delicado por razões conjunturais”, pontua a Anamatra. A entidade diz que “os juízes trabalhistas, que lidam com a realidade do trabalho no Brasil, sabem que a prestação de serviços terceirizados no Brasil é fonte de rebaixamento salarial e de maior incidência de acidentes de trabalho”. Um grupo de manifestantes que protestava contra o projeto, em frente ao Congresso Nacional, entrou em confronto com policiais militares. O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).