Em reunião de Mesa de Articulação, diretora do Sintaj defende verticalização do Judiciário
Foto: Angelino de Jesus / OAB-BA
Diversos representantes de entidades que compõe o sistema da Justiça da Bahia voltaram a se reunir nesta terça-feira (10), nas dependências do Fórum Ruy Barbosa, para discutir as soluções para a crise do Judiciário baiano. A pauta da Mesa de Articulações do Judiciário foi o andamento dos grupos de trabalho criados para acompanhar a Carta Aberta de Proposições, desenvolvida pela mesa, no ano passado, com o objetivo de propor soluções para o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A coordenadora de finanças do Sindicato dos Servidores Auxiliares do Tribunal de Justiça (Sintaj) defendeu a verticalização do Judiciário e sobre a falta de pessoal na Bahia. “A verticalização é uma conquista do servidor, que trabalha com uma enorme responsabilidade. Só na gestão de Eserval, no TJ/BA, aposentaram-se 267 servidores, sendo que ele abriu concurso, apenas, para 200. Entretanto, na minha concepção, no momento em que se aposentam 200 pessoas com altos salários, o concurso teria que ser aberto, pelo menos, para outros 400 servidores”, disse. O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Fabrício de Castro, afirmou que a situação é reflexo de um colapso no Judiciário. “Existem casos pontuais em que o servidor não trabalha bem. Mas isto não é regra. A verdade é que o sistema, de fato, está falido”, destacou.
