MPF nega usar prisões para forçar acordos de delação premiada na Operação Lava-Jato
Foto: Reprodução
O Ministério Público Federal (MPF) negou, por meio de nota divulgada neste domingo (1), que esteja usando as prisões para forçar os investigados na Operação Lava-Jato a assinarem acordos de delação premiada. No texto, o MPF afirmou que dos 13 acordos de colaboração celebrados, 11 foram feitos com pessoas soltas e outros dois foram “com presos que continuam presos”. “De modo que está desconectado da realidade o argumento de que prisões são feitas para forçar pessoas a acordos”, diz o MPF na nota. O órgão ainda afirmou reconhecer “a competência da CGU para realizar acordos de leniência e pretende caminhar em harmonia com os demais órgãos e poderes da União, conforme ressaltado em recente reunião com o Tribunal de Contas”. No entanto, afirmou que, a depender da forma como os acordos são realizados, eles podem ser prejudiciais ao interesse público.
