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CNJ procura sede nova em Brasília por causa de problemas de estrutura

CNJ procura sede nova em Brasília por causa de problemas de estrutura
Foto: Migalhas
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski anunciou nesta terça-feira (3) que o órgão procura uma nova sede. Uma comissão foi formada para apresentar ao plenário uma proposta sobre o novo endereço do CNJ. Serão observados pontos como custo de locação, manutenção e funcionamento. É requisitado que a nova sede seja próximo dos demais órgãos do Poder Judiciário e seja seguro. Não faz nem um ano que o ministro Joaquim Barbosa, então presidente do CNJ, assinou um acordo para transferir setores do CNJ para longe da Praça dos Três Poderes, mudando para Asa Norte. O CNJ, atualmente, tem cerca de 720 funcionários. Em agosto do ano passado, Lewandowski, já como presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), visitou as obras do novo prédio do CNJ, e verificou que o espaço poderia abrigar o plenário, o gabinete do presidente e a secretaria geral, e determinou a transferência de todas as áreas do órgão para lá. Antes, uma reforma no prédio, da década de 1970, foi iniciada. Mas naquele mesmo mês os problemas do prédio ficaram mais evidentes e foi constatado que ele precisava de uma ampla reforma para corrigir problemas como infiltrações em diversas salas. Com frequência há problemas com elevadores, falta acessibilidade a há riscos de choques elétricos e problemas no circuito de energia. O plenário também não tinha capacidade para abrigar advogados, público e Ministério Público. “Todos nós sabemos e vimos hoje uma falha no sistema elétrico, uma queda de tensão que quase nos deixa sem iluminação e sem a possibilidade de continuarmos o trabalho. Nós temos tido, com as últimas chuvas, problemas de inundações; os gabinetes dos eminentes conselheiros têm sofrido com interferências várias. Eu penso que, apesar da boa vontade que todos tivemos de mudar para um prédio próprio do CNJ, isso acabou se revelando, de certa maneira, inconveniente, porque se trata de um prédio mais antigo”, disse o ministro. Os órgãos que haviam cedido espaços e salas para o CNJ requisitou a desocupação dos ambientes. Para Diretoria-Geral do CNJ, a dispersão do órgão em cinco endereços, aumenta o custo de manutenção e baixa a produtividade do conselho.