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Fundac diz que não há risco de morte para adolescentes da Case de Feira de Santana

Fundac diz que não há risco de morte para adolescentes da Case de Feira de Santana
Foto: Reprodução
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), em nota encaminhada ao Bahia Notícias, afirma que enviou uma equipe de técnicos das áreas de engenharia, manutenção, atendimento socioeducativo e administração, na tarde da última sexta-feira (30), para realização de uma visita técnica às instalações da Comunidade de Atendimento Socieducativo (Case) Juiz Melo Matos, em Feira de Santana, para verificar as reais condições de funcionamento e acolhimento dos jovens, vistoria e adoção de medidas imediatas para adequação da unidade ao seu correto funcionamento, de acordo com as normas técnicas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A nota foi uma resposta a matéria publicada na última sexta-feira em que aponta que a unidade funciona não como centro de atendimento socioeducativo para ressocialização e sim como um “depósito” de adolescentes. De acordo com a Fundac, a Case Juiz Melo Matos tem 257 funcionários, com exceção da equipe de vigilância e serviços gerais. Diz também que tem capacidade para atender 80 adolescentes, e que, atualmente, 10 estão internados provisoriamente e 35 cumprem medida socioeducativa – que é revisada a cada seis meses. Além deles, um está em pronto atendimento. No total, a Case, segundo a fundação, atende 46 jovens, e que há, “no mínimo, a atenção de 5,6 funcionários para cada interno”. A Fundac afirma que não há risco de morte nem para funcionários e nem para os custodiados. “A unidade já está sendo reformada, inclusive com a construção de uma nova área para recepção dos jovens a ela encaminhados, ampliação dos módulos, reconstrução da quadra de esportes coberta e reforma da área destinada à prática esportiva. Os problemas encontrados pela equipe, durante a vistoria no imóvel, são referentes à manutenção e causados pelo uso constante e coletivo dos equipamentos e instalações. Alguns deles já foram sanados desde a visita do Ministério Público à unidade, como a recolocação do forro no teto do refeitório, pintura das paredes do pronto atendimento e substituição e instalação de lâmpadas queimadas ou inexistentes”, diz a fundação.

Segundo a nota, os engenheiros da Fundac constataram que 40% da reforma já foi concluído, e que a instituição “tomará as medidas necessárias para a retomada e conclusão das obras, o que não impedirá a adoção de medidas urgentes para sanar e corrigir todos os quesitos encontrados que não estiverem de acordo com as normas de segurança e saúde definidos pelo Sinase”. Ainda esclarece que o parecer técnico do Ministério Público foi baseado no documento “Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal”, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, onde constam critérios que não se aplicam a instituições como a Case Melo Matos. “A unidade em questão, por seu caráter socioeducativo e de internação provisória, deve atender às normas do Sinase, que organiza as medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes em prática de ato infracional”. O texto também informa que solicitou ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) a suspensão da decisão do juiz da infância de Feira de Santana, Waldir Viana Ribeiro Junior, que determina a interdição da unidade para reforma. No recurso, a Fundac alega que há “impossibilidade de execução da decisão, visto que não seria seguro superlotar outras instituições ao transferir os usuários dos serviços da Melo Matos”. A instituição finaliza afirmando que “atuar imediatamente na correção das demais inconformidades identificadas no parecer técnico do MP, garantindo condições dignas de trabalho, saúde e segurança para seus funcionários, internos e visitantes”.