Auditores fiscais do trabalho protestam por julgamento da Chacina de Unaí
Foto: José Cruz / Agência Brasil
Auditores fiscais do trabalho fizeram, na manhã desta quarta-feira (28), manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas, camisetas, placas e pedindo justiça, eles lembraram os 11 anos do assassinato de três fiscais e um motorista durante uma fiscalização no interior de Minas Gerais. O episódio ficou conhecido como Chacina de Unaí. Até agora, apenas três dos nove indiciados foram julgados e condenados.
As viúvas das vítimas, o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Dias, e a presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge, reuniram-se com a ministra do STF Cármen Lúcia. “Nós achamos que está demorado demais porque tem dois anos que eles impetraram o pedido de habeas corpus”, disse Rosa, em referência ao recurso usado por Norberto Mânica, acusado de ser um dos mandantes do crime, e por José Alberto de Castro, de ser intermediário, para tentar transferir o julgamento da cidade de Belo Horizonte para Unaí.
Segundo o sindicato, o processo encontra-se parado no STF com o ministro Dias Toffoli, que pediu vista. Na reunião, os participantes pediram celeridade no julgamento do caso. Para o sindicato e parentes das vítimas, a transferência do julgamento de Belo Horizonte para Unaí pode significar a impunidade dos acusados, entre eles os irmãos Norberto e Antério Mânica.
A Chacina de Unaí aconteceu em 2004 no dia 28 de janeiro. Para homenagear as vítimas, a data foi escolhida como Dia Nacional do Auditor Fiscal do Trabalho e é também dedicada à Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.
