Juiz aposentado é acusado de matar sua mulher no RS; o casal se conheceu pela internet
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O Juiz aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) Francisco Eclache Filho, de 65 anos, está preso em uma cela especial do Palácio da Polícia, em Porto Alegre, acusado de matar a tiros sua mulher a economista Madalena Dotto Nogara, de 55 anos, com quem vivia no interior do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu no dia 22 de julho, seis meses depois que o casal - que se conheceu pela internet - passou a morar junto. Ela foi atingida por quatro tiros do revólver 38 do companheiro. Os disparos foram feitos no peito, nas costas e na cabeça. Após os tiros, o magistrado fugiu do local. Ele foi preso na manhã seguinte, no litoral gaúcho, depois de cair com seu carro em um buraco no km 74,6 da BR-101, entre as cidades de Torres e Osório. Ao socorrer o juiz, policiais rodoviários perceberam que ele estava sendo procurado como suspeito do assassinato. Na delegacia, o juiz alegou que Madalena havia sido atingida acidentalmente, quando ele a ensinava a manusear a arma. A desculpa não convenceu o delegado Gustavo Brentano, que o prendeu em flagrante. No dia 5 de agosto, a juíza Juliana Tronco Cardoso, da Comarca de Restinga Seca, recebeu a denúncia do Ministério Público contra Francisco Eclache Filho por homicídio triplamente qualificado. Segundo o advogado do juiz, Ramon D'Avila Prottes Soares, o assassinato se deu por legítima defesa. Sobre a fuga, o defensor afirma que o Francisco estava voltando para Minas Gerais, onde se apresentaria à Justiça. O magistrado está em uma cela individual na carceragem que abriga policiais. Ele deve permanecer preso até o julgamento. Dois habeas corpus já lhe foram negados. Depois de conversas pela web iniciadas em outubro de 2013, o casal se aproximou. Em janeiro, Francisco deixou a casa em que vivia na cidade mineira de Manhumirim e foi morar com Madalena, em Restinga Seca (RS). Conforme o inquérito policial, ciúmes e o abuso de álcool por parte do juiz prejudicaram a relação.
