Juiz, que negou liberdade a ativistas, diz que ‘black blocs’ representam esquerda caviar
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Ativistas que promovem manifestações com depredação do patrimônio público se enquadrariam dentro de uma denominação chamada de "esquerda caviar". É o que pensa o juiz da 10ª Vara Criminal de São Paulo, Marcelo Matias Pereira. Para o magistrado, o termo de origem francesa remete aos que se apresentam como ativistas de esquerda, mas são privilegiados por ter condição econômica favorável dentro do capitalismo. Segundo a Folha, o juiz usou o termo quando negou na sexta (1°) um pedido de liberdade para Fábio Hideki Harano e Rafael Lusvarghi. Para o magistrado, os chamados "black blocs" atentam contra os poderes constituídos e desrespeitam leis e policiais que têm o dever de preservar a ordem e a segurança. "Além de descaradamente atacarem o patrimônio particular de pessoas que trabalham para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis Nike, telefone celular, conforme se verifica nas imagens, postam fotos no Facebook e até utilizam uma denominação grafada em língua inglesa, bem ao gosto da denominada esquerda caviar", afirmou o magistrado. Informações da Folha.
