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Ministro do STF manda investigar deputados por cartel de trens

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou que, na investigação sobre cartel do metrô de São Paulo, constem a partir de agora como “investigados apenas aqueles que têm a prerrogativa de serem julgados pelo Supremo, vale dizer, os deputados federais José Aníbal Peres de Pontes e Rodrigo Garcia”. O ministro ainda advertiu que não se pode dizer que há certeza sobre a participação dos investigados. “Vê-se que nas declarações (de um dos delatores) há indícios do envolvimento dos requerentes Rodrigo Garcia e José Aníbal. É cedo, muito cedo, para chegar-se a conclusão a respeito da participação, ou não, dos citados parlamentares. Por ora, é suficiente ao aprofundamento das investigações o que declarado pelo colaborador X”. Nos autos da Polícia Federal (PF), os delatores do esquema e ex-executivos da multinacional alemã Siemens Everton Reinheimer e Jean Malte Orthman são identificados, respectivamente, como testemunhas “X” e “Y”. O primeiro citou, em relato anterior, nomes de parlamentares que teriam algum envolvimento no conluio formado por multinacionais para vencer contratos milionários da CPTM e do Metrô nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Entre os nomes estão os dos deputados Rodrigo Garcia (DEM-SP) e José Aníbal (PSDB-SP). Segundo Marco Aurélio, a testemunha Y  não fez nenhuma revelação do tipo. Informações do Estado de S. Paulo.