STJ deve decidir briga de cervejarias por Zeca Pagodinho
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Depois de decidir uma briga entre Bavária e Schincariol, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar, nesta terça-feira (3), outro processo que envolve cervejarias. A agência publicitária África é acusada de seduzir o cantor Zeca Pagodinho a protagonizar a campanha da cerveja Brahma quando ele já era garoto-propaganda da concorrente Nova Schin.
Segundo o Conjur, o problema começou em 2003, o cantor fechou contrato de valor estimado de R$ 1 milhão para fazer a peça que popularizou o slogan “Experimenta”. A Nova Schin ganhou espaço e virou a terceira do ranking nacional. Com a preocupação dos analistas com a perda de mercado, houve queda das ações da Ambev, fabricante da Brahma, Antarctica e Skol. Em janeiro de 2004, a Ambev contratou a agência África e, dois meses depois, lançou de surpresa o novo comercial da Brahma, em que Pagodinho ironizaria sua passagem pela concorrente: “Fui provar outro sabor, eu sei, mas não largo meu amor, voltei”.
Em 2005, a juíza Adriana Porto Mendes, da 9ª Vara Cível Central de São Paulo, condenou a África, do publicitário Nizan Guanaes, a pagar indenização por danos morais de R$ 500 mil à Fischer América Comunicação, dona da conta da Nova Schin, e R$ 100 mil à empresa All-E Esportes e Entretenimento Ltda (One Stop). “Os documentos indicam que a ré optou por chamar o personagem central da campanha divulgada pela primeira autora, quando esta ainda estava em curso, fazendo referência ao produto anunciado com a nítida finalidade de depreciar às suas qualidades”, afirmou a juíza. Seis anos depois, a 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo reformou a sentença e condenou a África a pagar indenização no valor aproximado de R$ 20 milhões à agência de publicidade Fischer América Comunicação e a All-E Esportes e Entretenimento.
