American Airlines é condenada a pagar R$ 1 mi por usar detector de mentiras em funcionários
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O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, em Brasília, condenou a American Airlines a pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo a funcionários que foram submetidos ao polígrafo – equipamento conhecido como detector de mentiras. De acordo com o órgão, o aparelho era usado em todo o país em áreas como embarque e desembarque de cargas e passageiros - que poderiam comprometer a segurança das atividades. A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que afirmou que as perguntas invadiam a intimidade dos empregados. “As perguntas formuladas aos candidatos invadem a sua esfera íntima, pois tratam de questões como a internação em hospitais, o consumo de álcool ou drogas, antecedentes criminais e até mesmo indagações sobre a honestidade, o que não se me afigura admissível”, disse na sentença o desembargador João Amílcar, relator do caso. Segundo Almícar, o equipamento pode apresentar falhas e pode se tornar elemento de descriminação. Com a decisão do TRT, a empresa área está proibida de exigir o teste do polígrafo de trabalhadores sob qualquer circunstância e ainda terá que divulgar nova forma de relacionamento no ambiente de trabalho em até 30 dias. Em caso de descumprimento da decisão, a American Airlines terá de pagar multa de R$ 10 mil por evento. Procurada pelo G1, a empresa aérea disse que não comenta questões de segurança ou pessoal. O valor deve ser destinado a instituições beneficentes. Cabe recurso à decisão.
