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Deputado com 107 processos diz que prisão ocorreu por interesses de senador

Deputado com 107 processos diz que prisão ocorreu por interesses de senador
Foto: Maurício Barbant / AL-MT
O deputado estadual José Geraldo Riva (PP), que responde a mais de 100 ações pelos crimes de improbidade administrativa, corrupção e peculato, alega que sua prisão na semana passada foi motivada por interesses políticos. Riva foi preso durante a operação Ararath, da Polícia Federal, mas conseguiu revogar a decisão três dias depois. Ele acusa o senador Pedro Taques (PDT-MT), ex-procurador de Justiça, de com suposta ajuda da procuradora da República Vanessa Scarmagnani, ter induzido o ministro Dias Tóffoli ao erro ao alegarem que ninguém sabia onde encontrá-lo. "Sempre disse que se quisessem me prender seria fácil porque minha agenda é pública, ou estou na minha casa, ou na Assembleia ou em Juara [a 690 km da capital]", declarou. Por meio de assessoria, Taques informou que irá tomar conhecimento das declarações do deputado para então se manifestar sobre as acusações. O G1 entrou em contato com a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) para que a procuradora pudesse se manifestar sobre o caso, mas não obteve resposta. Segundo Riva, sua assessoria jurídica analisa medidas a serem tomadas contra a Scarmagnani. "A procuradora Vanessa agiu com maldade ao pedir a minha prisão. Problemas todos têm, mas ficamos tristes ao ver que o tratamento não é isonômico [com igualdade de direitos]", disse o deputado, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (26). Segundo ele, o senador tem interesse em disputar na eleição deste ano a vaga de governador do estado, e teria feito um conluio com o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, para que o segundo colaborasse com as investigações em troca da delação premiada e expusesse os adversários políticos de Taques. Como o inquérito que corre sob sigilo 'vazou' após a operação, a defesa de José Riva estuda a possibilidade de pedir a anulação do processo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), que apura não somente o envolvimento do deputado no esquema de lavagem de dinheiro público, mas de outros políticos, entre eles do governador Silval Barbosa (PMDB) e do senador Blairo Maggi (PR-MT). O parlamentar não comentou sobre as acusações do MPF e alegou que está impedido de se manifestar sobre o caso fora da presença do Judiciário.