Depois de dia do 'Apagão' no Judiciário Federal, servidores se reúnem para discutir greve
Foto: Sindjufe-BA
Os servidores baianos da Justiça Federal, que estão em greve desde o dia 29 de abril, participam nesta quinta-feira (22) de uma assembleia-geral no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador. No encontro, serão repassados os informes da greve em nível nacional, e encaminhadas as atividades que integram a paralisação nacional para que o governo federal atenda a pauta de reivindicações da categoria, como estabelecimento de uma data-base e de reajuste salarial. Os servidores participaram nesta quarta-feira (21) de um ato nacional intitulado Dia do Apagão do Judiciário Federal. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindjufe-BA), em cada unidade da Justiça Federal baiana estão acontecendo atos para interromper as atividades dos servidores que ainda não aderiram à greve, quase que diariamente, para sensibilizá-los a entrar na campanha salarial deste ano.
O Sindjufe tem feito ainda rodadas de negociações específicas com o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) para que o presidente da Corte, desembargador Valtércio de Oliveira revogue o Ato 172/14, que decretou o corte de pontos dos servidores que aderiram à greve.Segundo, Alberto Rajy, coordenador do Sindjufe, o ato, em vez de intimidar, estimulou a adesão ao movimento por melhores salários e condições de trabalho."A causa é justa, legal e o instrumento de luta dos servidores, a greve, tem legitimidade", afirmou Rajy. O coordenador destaca que o Ato ainda não foi revogado, mas que ficou acordado que o sindicato pode apresentar um substitutivo para ser apreciado pela mesa de negociação e pela presidência do TRT-BA. Ainda ficou definido que qualquer atitude da presidência do tribunal trabalhista de cortar ponto deve ser precedida de uma nova negociação, ao final da mobilização da categoria.
O Sindjufe tem feito ainda rodadas de negociações específicas com o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) para que o presidente da Corte, desembargador Valtércio de Oliveira revogue o Ato 172/14, que decretou o corte de pontos dos servidores que aderiram à greve.Segundo, Alberto Rajy, coordenador do Sindjufe, o ato, em vez de intimidar, estimulou a adesão ao movimento por melhores salários e condições de trabalho."A causa é justa, legal e o instrumento de luta dos servidores, a greve, tem legitimidade", afirmou Rajy. O coordenador destaca que o Ato ainda não foi revogado, mas que ficou acordado que o sindicato pode apresentar um substitutivo para ser apreciado pela mesa de negociação e pela presidência do TRT-BA. Ainda ficou definido que qualquer atitude da presidência do tribunal trabalhista de cortar ponto deve ser precedida de uma nova negociação, ao final da mobilização da categoria.
De acordo com o Sindjufe, as perdas salariais dos servidores acumuladas superam os 45%. Os funcionários federais cobram a implementação de política salarial permanente, com a definição da data-base dos federais em 1º de maio, reposição inflacionária, valorização do salário-base e incorporação das gratificações. A categoria ainda se coloca contra qualquer reforma e projeto que retira direitos dos trabalhadores, paridade entre ativos e aposentados, reajuste dos benefícios e antecipação para este ano da parcela de 2015 do acordo firmado em 2012. Além da pauta geral, a federação nacional da categoria (Fenajufe) oficiou aos tribunais superiores, conselhos e Procuradoria Geral da República (PGR) a pauta de reivindicações específicas. As negociações para o fim da greve estão concentradas em Brasília.
