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Proprietários de fazenda de cacau no sul da Bahia são processados por contratar haitianos

Proprietários de fazenda de cacau no sul da Bahia são processados por contratar haitianos
Imigrantes trabalhavam ilegalmente na colheita de cacau
Os proprietários da Fazenda Cascavel, no sul da Bahia, responderão a uma ação judicial aberta pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA), por contratar três haitianos para colher cacau. Os estrangeiros fugiram depois de conhecer as condições de alojamento na fazenda. A Polícia Federal foi acionada pelo órgão para verificar a situação do local, após receber a denúncia dos trabalhadores. O procurador Ilan Fonseca constatou que os imigrantes haviam sido transportados irregularmente e abandonaram o alojamento por causa das péssimas condições oferecidas, como falta de energia elétrica, água potável, e ausência de sanitários. Ainda foi verificada a falsa comunicação de crime, registrada na delegacia local, de que os haitianos furtaram ferramentas. O fato foi negado pelos funcionários. A ação pedirá indenização por danos morais e pedido de interdição dos alojamentos. Os imigrantes estão desaparecidos desde setembro do ano passado. A inspeção encontrou estruturas precárias (telhados da casa e dos banheiros) e instalações elétricas em estado crítico, que comprometia a segurança dos trabalhadores. Também verificou a ausência de água encanada, móveis e artefatos de cozinha no alojamento dos trabalhadores. Os haitianos foram contratados ilegalmente, sem emissão de guia para transporte de trabalhadores. A investigação constatou que houve tentativas por parte do dono da fazenda de regularizar a situação dos imigrantes para que a carteira de trabalho fosse emitida no Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Mas o documento não foi assinado porque algumas etapas de emissão da CTPS não haviam sido concluídas. Apesar disso, o proprietário contratou o serviço dos haitianos, através de manobras ilegais, para forjar vínculo empregatício com estabelecimento de terceiros.