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Após cinco adiamentos, ex-cirurgião que teria esquartejado amante começa a ser julgado

Após cinco adiamentos, ex-cirurgião que teria esquartejado amante começa a ser julgado
Foto: Roney Domingos / G1
O julgamento do ex-cirurgião plástico Farah Jorge Farah, acusado de matar e esquartejar a paciente e amante Maria do Carmo Alves em 2003, começa nesta segunda-feira (12). Realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, o julgamento já havia sido adiado cinco vezes e, segundo o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, deve acabar nesta quinta (15). Atualmente com 64 anos de idade, Farah responde solto pelo homicídio doloso, no qual há a intenção de se matar. 
 
“Farah premeditou o crime. Ele atraiu a paciente para uma cirurgia reparadora, depois a sedou e a esquartejou. Farah é perverso. Se finge de frágil. É teatral", afirmou o promotor Andre Luiz Bogado, responsável pela acusação contra o ex-médico. O advogado Odel Mikael Jean Antun sustenta a tese de que seu cliente matou a vítima para se defender. “O Farah narra essa história de legítima defesa. Ela entrou com faca, ele se desvencilhou e acabou matando. E o ato do esquartejamento é de um surto psicológico que ele teve naquele momento diante da perseguição que ele sofria dessa mulher”, disse o advogado. A defesa pretende pedir a absolvição do réu ou a redução de sua pena em uma eventual condenação baseando-se em laudo que atesta que ele é semi-imputável.
 
Maria foi morta em 24 de janeiro de 2003 na clínica de cirurgia plástica que Farah tinha em Santana, Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, o ex-cirurgião confessou ter cometido o assassinato e ficou preso por quatro anos. Em 2006, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) proibiu o cirurgião de exercer a profissão. Ele chegou a ser condenado a 13 anos de prisão pelo crime, mas o julgamento foi anulado pela Justiça. À época, a defesa alegou que laudos que atestavam que o ex-médico era semi-imputável (tinha compreensão parcial de seus atos) não foram levados em consideração pelos jurados. Informações do G1.