Cardozo nega omissão do governo em relação a haitianos
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu nesta quarta-feira (30), as acusações de que o governo federal tem se omitido na crise que envolve os governos do Acre e de São Paulo em relação à imigração de milhares de haitianos. O chefe do MJ afirmou que a pasta trabalhava com o governo do Acre há mais de um ano para buscar soluções para a questão dos imigrantes, mas que a estratégia teve que ser reorganizada com o fechamento do abrigo em Brasileia, município próximo à fronteira com o Peru. "Até então nós estávamos tratando do caso em uma outra direção. Quando o governo do Acre decide unilateralmente fechar o abrigo de Brasileia e enviar os haitianos para sua capital e para outros estados, obviamente o governo federal tem que reanalisar essa situação", disse. Cardozo explicou que foram baixados decretos para evitar a ação de coiotes, além de buscadas outras medidas como facilitação de vistos emitidos em Porto Príncipe (capital do Haiti) para que os imigrantes pudessem entrar legalmente e de forma mais dispersa pelo país. “Dizer que houve omissão é não se lembrar minimamente que eu inclusive estive no local para discutirmos medidas para o caso", reclamou o ministro. Segundo a Folha de S. Paulo, o governo do Acre gastou R$ 1,6 milhão no fretamento de 50 ônibus para enviar a São Paulo cerca de 2.200 imigrantes, entre eles senegaleses, dominicanos e, principalmente, haitianos. As medidas têm gerado uma crise entre os governos dos dois estados que acusam o governo federal de ser omisso em relação ao problema. O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA), chegou a anunciar que o partido irá protocolar a convocação do ministro da Justiça e da Secretária de Direitos Humanos, Cardozo e Ideli Salvatti, para prestar esclarecimentos
sobre a assistência prestada pelo Estado à questão.
