Portaria declara Honestino Guimarães como anistiado político e retifica atestado de óbito
Ex-presidente da UNE, Honestino é desaparecido desde 1973
O Ministério da Justiça publicou portaria nesta sexta-feira (11) no Diário Oficial da União (DOU) que declara Honestino Guimarães, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e militante da Ação Popular durante a ditadura militar, anistiado político post mortem (pós-morte). A portaria também determinou a retificação do atestado de óbito, para que a causa da morte seja assinalada como "atos de violência praticados pelo Estado". O militante é dado como desaparecido desde a sua última (das seis) prisão quando foi levado ao Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna – no Rio de Janeiro, em 1973. “Homenagear Honestino Guimarães é uma forma de, emblematicamente, oficializar o pedido de desculpa do Estado à sua família, gesto que o país, até o momento, não havia feito”, afirmou o secretário Nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, em setembro do ano passado. Na época, a comissão concedeu a Guimarães a condição de anistiado político e aprovou parecer em que recomendou a alteração da certidão de óbito do líder estudantil. Informações da Agência Brasil.
