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Defensoria quer discutir com governo fim de revistas vexatórias em presídios

Defensoria quer discutir com governo fim de revistas vexatórias em presídios
A revista feita a familiares e visitantes de presos custodiados na Bahia deverá ser discutida pela Defensoria Pública da Bahia com a Secretaria de Administração Penitenciaria estadual (Seap), e representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O tema será discutido diante de relatos de especialistas, familiares, e egressos do sistema prisional de que as revistas são vexatórias, principalmente para as mulheres, jovens ou idosas. Uma audiência pública em São Paulo discutiu o tema com defensores públicos baiano. As mulheres são obrigadas a passar por revistas íntimas, na maioria das vezes, intrusivas e degradantes. De acordo com a Defensoria, uma idosa, após ser revistada, afirmou que aquilo era um “estupro institucionalizado”, e que teve que conviver com as retaliações e agressões impostas ao filho preso em decorrência da publicidade do fato. A Defensoria ainda quer discutir com o governo do estado que o ingresso de substâncias ilícitas, armas ou outros instrumentos dentro das unidades prisionais não são feitas pelos visitantes. Segundo um estudo apresentado pela Pastoral Carcerária da Igreja Católica, as drogas e as armas chegam aos presídios por outros agentes, de forma contrabandeada, e não pelos familiares. A Defensoria Pública afirma que a vistoria, da forma que é feita atualmente, é vexatória, ineficaz e viola a dignidade humana de familiares e visitantes de presos. Em outros estados, a revista já foi substituída por outros métodos, como a utilização de equipamentos de scanner corporal, para detectar metais e drogas, inclusive, as ingeridas. Dados do Ministério da Justiça apontam que o Brasil tem a 4ª maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (2,2 milhões), da China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil). A Bahia conta, atualmente, com 11.543 custodiados.