Servidores do Judiciário aderem a paralisação dos funcionários do Executivo contra reajuste salarial
Por Cláudia Cardozo
Presidente do Sinpojud diz que reajuste deve ser seguido pelo Judiciário
Os servidores públicos do Judiciário baiano declararam que vão aderir a paralisação de 24h dos servidores públicos do Estado da Bahia, promovida pela Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia (Fetrab). A paralisação será na próxima sexta-feira (28) em protesto contra a mensagem de reposição salarial de 2013, de 5,91%, proferida pelo governo do Estado. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud) vai apoiar o movimento já que o aumento dos servidores públicos do Estado é utilizado como parâmetro pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para reajustar o salário dos servidores do Judiciário. Segundo a presidente do Sinpojud, Maria José, o Judiciário ainda não deu resposta sobre a reposição salarial da categoria, mas, para ela, é certo que o tribunal siga a mesma linha para reajustar o salário dos servidores do Judiciário. Ela destaca que a paralisação é para todas as categorias de servidores públicos baianas. “A paralisação é para todos os sindicatos ligados a Fetrab. Foi solicitado que a gente [Sinpojud] paralisasse juntos. Nós não aceitamos o aumento proposto. Ele é insuficiente. O Judiciário vai paralisar, e na sexta nos definiremos quais serão os próximos passos da mobilização, em assembleia”, explica. Os servidores do Judiciário aprovaram a participação da categoria na paralisação em assembleia realizada na última sexta-feira (21). A assembleia com os servidores públicos será realizada no ginásio do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, no Centro de Salvador. O reajuste salarial do funcionalismo público da Bahia de 5,91% foi aprovado a partir de um projeto de lei encaminhado pelo governo à Assembleia Legislativa na última quinta-feira (20). A reposição será divida: 2% serão pagos em abril, retroativos a janeiro, e 3,84% sobre o salário de abril, no mês de setembro. Maria José, indignada, afirmou que “quando o governador aumentou o salário dele, não dividiu em duas vezes”. No âmbito do Judiciário, somente os servidores que atuam no plantão estarão em serviço. Os demais, participarão da paralisação.
